sábado, 21 de julho de 2012

4. PAIS E PAZ


PAIS E PAZ
 
Já vão longe os tempos
Que se tinham filhos

E os entregavam a Natureza
Para guia-los com os seus ventos.

Pradarias, verdes campos.
Neles cavalos corriam,
E nós os trabalhávamos,
Sem prantos.

Sequer,  de longe imaginávamos,
 Que o mundo tornar-se-ia
Tão inseguro e violento,
 E que esta Paz destruiria.

Que Paz  era aquele Padrão de vida !
 Que nossos pais produziam em seus  intentos,
 Que nos fizeram homens firmes de pensamentos,
 E hoje com tantos talentos, entretanto,
 Vemos sociedades fracas de sentimentos !

Se assim você também se sente
Para enfrentar este desafio, impotente,
Imagine como se comporta então,

A moderna geração,
A qual chamamos emergente.

Para muitos de nós resta uma referência,
 Que nos modelou na ação,
Sem grandes recursos na época,
Para enfrentar a sobrevivência,

Abraçávamos toda grande instrução,
 De nossos pais
E a transformávamos
Em Educação Doméstica.

Hoje, no entanto,
Enfrentamos situações
Que nos causam espanto.

Pais sem trabalho, desesperados
Cujas  empresas onde tiravam o sustento,
 Para enxugar custos,
Os fizeram desempregados

Pais preocupados
Que diante da modernidade
 Recebe o desrespeito dos filhos,
E os vê construindo seus sonhos,
Sobre a base superficialidade.

Pais desnorteados,
Encontram-se no álcool,
Ou, nas drogas alagados,

Pelos sonhos desfeitos
De uma relação afetiva
Com Aparente Felicidade.

Sem rumo,  sem perspectivas
E sem amigos
Que lhe tragam à realidade.

Pais ricos e abastados
Cujas circunstâncias os fazem
De suas famílias afastados.

Pelas  falsas ideologias
As quais os deixam  no tempo
E no espaço parar,
Enquanto ficam atrapalhados.

Como: "O dinheiro não trás felicidade,
Mas manda buscar"

Pais pobres ou doentes.
Uns nas calçadas,
As margens da sociedade,

Movidos por incompreendidas correntes,
Outros quando podem,
Nos hospitais estão,

Apresentando quadros patológicos
Que variam do stress,
À hipertensão.

Pais,
Companheiros de caminhada !

Diante das incertezas
Das infinitas estradas,

Ainda há tempo,
De voltar-se para os questionamentos

Do porque da sua jornada.
No mundo onde,
O Terrorismo
A Droga e  a Violência,

Parecem ter seus pés de ventos,
Para tornar um tempestade incontrolada.

Os momentos atuais querem dizer
Que dentro de nós
Ainda há muito o que aprender.

Um cidadão com conhecimento
Unido a outros no mesmo sentimento
Tornam-se um Poder.

Capaz de estimular os governantes
A movimentar  o Crescimento

No desfazer as Desigualdades Sociais.
Geradoras de Situações Aterrorizantes.

É preciso iluminar
O caminho certo dentro de nós

Com Padrões Educativos há muito ensinados,
De maneira que,
Saibamos resgatar,

A Paz Interior dos Tempos Passados
Que muito vai nos ajudar

A conduzir os sentimentos
De nossos filhos revoltados.

Evilasio de Sousa
12/Agosto/2002




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