terça-feira, 24 de julho de 2012

17. EDIFICIO DO CONHECIMENTO


O EDIFÍCIO DO CONHECIMENTO
 
 
Perceber, identificar, e conhecer
Sempre foram aptidões inatas
Do humano  ser.
E nas longas caminhadas
Das Estradas da Vida,
Que fazem dele
Uma pessoa  querida,
Se quer,
Pode ser percebida
A maneira tortuosa
Das íngremes subidas
Que escolhemos
Ao ter junto de nós outras vidas.
Sim !  O ser humano
Já foi um grande mistério !
E na medida que ele se torna sério,
A luta para descobrir
Os seus ministérios,
Ironicamente vai fazendo
Ele aprender de cor,
Que este grande mistério
É ainda maior.
No princípio era a caverna,
E ele sequer tinha idéia
De alguma coisa eterna. 
O roçar dos sentidos constante,
Em fatos contínuos à sua frente,
Fez com que experiências,
A cada vez
Lhe abrissem um novo horizonte.
Os instintos se aguçaram
E só para eles
E com eles os tempos passaram 
Dando a este animal 
Uma forma de gente.
E de tanto identificar,
Continua Navegando
Entre o Bem e o Mal
Com os erros e acertos
Que lhe definiram 
Um animal racional.
E diante do mistério
Do descobrimento
Cada passo o levava
A observar o firmamento,
Quem sabe,
Buscando um fundamento?
Que lhe indicasse uma razão existencial.
Largas tem sido as experiências,
Que cada um tem estado deixando 
Em suas vivências,
Que ao longo do mesmo tempo
Vieram a se tornar ciências,
E com elas e por elas o homem
Tem buscado um bom termo.
São tantos os caminhos
Para alguns dos seus
 Desejos se realizar,
Que para frente
Só o vemos  caminhar, 
Esquecendo de voltar
Para ele mesmo.
Ah! Que lapso de formação !
O homem age, busca, arrisca, ama,
Forma um caleidoscópio cognitivo,
Esquecendo de si
No seu ofício,
Que ele faz parte
De um conjunto
De leis físicas em evolução.
E num passo a frente do outro
Ele vai em  todas as direções,
Exceto a que dá para o seu edifício.
E assim o conhecimento de si mesmo
Se torna cada vez mais inativo.
Sim! O Edifício do Conhecimento,
Uma Obra Fenomenal
Que dispensou
Os aparatos da construção,
Inclusive o cimento.
Um cérebro 
Com inúmeros departamentos
Que agrega outros tantos elementos
 
E DESAFIAM A PRÓPRIA INTELIGÊNCIA
DO  POSSUIDOR.
Um cérebro 
Que contém uma mente
Que contém
Um corpo e se movimenta,
Tanto para traz quanto para frente
Espalhando mundo a fora
Seus conceitos e verdades,
Tornando-se numa ferramenta,
Disponível para o progresso
Deste  Universo,
Que como criador contenta,
O qual no fundo do silencio
De si mesmo
Tem enormes  saudades.
Assim como as estrelas
Que brilham
Encantando a mente,
Encontramos milhões
De edifícios gente,
Todos conectados.
E através de uma rede energética 
Não completamente explicada,
Somos levados compulsória
E sutilmente
Passo a passo
A  dimensões
Superiores do pensar.
Esta travessia sempre inusitada,
Nos deixa sem perceber
Como a estrada caminhar.
Então  conclamo a todos à ação
Para que não permitam
Momentos de transição
Fazer os seus sonhos dar em nada.
VAMOS SONHAR,
AGIR  E TORCER
Para que um dia
Todos saibam  viver.
Estendendo as alegrias
Dos momentos felizes de ser,
Que deixam saudade,
Os quais representam e sustentam
O Grandioso Estado Mental
De Felicidade.
VAMOS  SONHAR,
AGIR  E TORCER
Para que o humano
Seja mais humano
E em si mesmo possa
Mais acreditar.
E então com o passar dos anos
Nos assemelhamos
A uma borboleta, 
Que depois da
Escura clausura metamorfósica,
Mostramos ao mundo
O Poder da Força Gravitacional Cósmica,
Que através das cores
Também se faz amar.
VAMOS SONHAR,
AGIR E TORNCER
Para que em nosso
Edifício do Conhecimento,
Fraquezas dos tipos cupidez,
Violência, inveja, desconfiança
E espírito de vingança
Não tomem assento.
Sim ! não devemos
Diante das dificuldades desanimar.
Porque aqueles que assim o fizeram
A Força  do Tempo parou
E entre eles uma grande multidão alojou,
No interior do seu edifício,
O terrível mal hábito
De colher onde não plantou !.
Evilasio de Sousa
Sal: Outubro 2001
 
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