O
EDIFÍCIO DO CONHECIMENTO
Perceber, identificar, e conhecer
Sempre foram aptidões inatas
Do
humano ser.
E nas
longas caminhadas
Das
Estradas da Vida,
Que
fazem dele
Uma
pessoa querida,
Se
quer,
Pode
ser percebida
A
maneira tortuosa
Das
íngremes subidas
Que
escolhemos
Ao ter
junto de nós outras vidas.
Sim !
O ser humano
Já foi
um grande mistério !
E na
medida que ele se torna sério,
A luta
para descobrir
Os seus
ministérios,
Ironicamente vai fazendo
Ele
aprender de cor,
Que
este grande mistério
É ainda
maior.
No
princípio era a caverna,
E ele
sequer tinha idéia
De
alguma coisa eterna.
O roçar
dos sentidos constante,
Em
fatos contínuos à sua frente,
Fez com
que experiências,
A cada
vez
Lhe
abrissem um novo horizonte.
Os
instintos se aguçaram
E só
para eles
E com
eles os tempos passaram
Dando a
este animal
Uma
forma de gente.
E de tanto identificar,
Continua Navegando
Entre o Bem e o Mal
Com os
erros e acertos
Que lhe
definiram
Um
animal racional.
E
diante do mistério
Do
descobrimento
Cada
passo o levava
A
observar o firmamento,
Quem sabe,
Buscando um fundamento?
Que lhe indicasse uma razão existencial.
Largas
tem sido as experiências,
Que
cada um tem estado deixando
Em suas
vivências,
Que ao
longo do mesmo tempo
Vieram
a se tornar ciências,
E com
elas e por elas o homem
Tem
buscado um bom termo.
São
tantos os caminhos
Para
alguns dos seus
Desejos
se realizar,
Que
para frente
Só o
vemos caminhar,
Esquecendo de voltar
Para
ele mesmo.
Ah! Que
lapso de formação !
O homem
age, busca, arrisca, ama,
Forma
um caleidoscópio cognitivo,
Esquecendo de si
No seu
ofício,
Que ele
faz parte
De um
conjunto
De leis
físicas em evolução.
E num passo a frente do outro
Ele vai em todas as direções,
Exceto a que dá para o seu edifício.
E assim
o conhecimento de si mesmo
Se
torna cada vez mais inativo.
Sim! O Edifício do Conhecimento,
Uma Obra Fenomenal
Que
dispensou
Os
aparatos da construção,
Inclusive o cimento.
Um
cérebro
Com
inúmeros departamentos
Que
agrega outros tantos elementos
E
DESAFIAM A PRÓPRIA INTELIGÊNCIA
DO
POSSUIDOR.
Um
cérebro
Que
contém uma mente
Que
contém
Um
corpo e se movimenta,
Tanto
para traz quanto para frente
Espalhando mundo a fora
Seus
conceitos e verdades,
Tornando-se numa ferramenta,
Disponível para o progresso
Deste
Universo,
Que
como criador contenta,
O qual
no fundo do silencio
De si
mesmo
Tem
enormes saudades.
Assim
como as estrelas
Que
brilham
Encantando a mente,
Encontramos milhões
De
edifícios gente,
Todos
conectados.
E
através de uma rede energética
Não
completamente explicada,
Somos
levados compulsória
E
sutilmente
Passo a
passo
A
dimensões
Superiores do pensar.
Esta travessia sempre inusitada,
Nos deixa sem perceber
Como a estrada caminhar.
Então
conclamo a todos à ação
Para
que não permitam
Momentos de transição
Fazer
os seus sonhos dar em nada.
VAMOS
SONHAR,
AGIR E
TORCER
Para
que um dia
Todos
saibam viver.
Estendendo as alegrias
Dos
momentos felizes de ser,
Que
deixam saudade,
Os quais representam e sustentam
O Grandioso Estado Mental
De Felicidade.
VAMOS
SONHAR,
AGIR E
TORCER
Para
que o humano
Seja
mais humano
E em si
mesmo possa
Mais
acreditar.
E então
com o passar dos anos
Nos
assemelhamos
A uma
borboleta,
Que
depois da
Escura
clausura metamorfósica,
Mostramos ao mundo
O Poder
da Força Gravitacional Cósmica,
Que
através das cores
Também
se faz amar.
VAMOS
SONHAR,
AGIR E
TORNCER
Para
que em nosso
Edifício
do Conhecimento,
Fraquezas dos tipos cupidez,
Violência, inveja, desconfiança
E
espírito de vingança
Não
tomem assento.
Sim
! não devemos
Diante das dificuldades desanimar.
Porque
aqueles que assim o fizeram
A
Força do Tempo parou
E entre
eles uma grande multidão alojou,
No
interior do seu edifício,
O
terrível mal hábito
De
colher onde não plantou !.
Evilasio de Sousa
Sal: Outubro 2001
Do Livro Vamos Sonhar e Torcer.
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