segunda-feira, 23 de julho de 2012

14. UM JOGUINHO DE INTELIGÊNCIA.


 UM JOGUINHO DE INTELIGÊNCIA.



Você pode imaginar por antecipação,
O que chamo de,
 
Um Joguinho de Inteligência,
 
Entre aspas” 
Sem mostrar alguma opção?
 
Então vamos tornar
Esta interrogativa num jogo.
 
Para começar 
Um poema vou colocar
Do espanhol  Antonio Machado
Que encontrei na Revista Planeta,
 
E que serve para aguçar o jogo
Com tantas perguntas,
 
Quantas sejam o seu interesse
Por ele, em desvendar,
Incógnitas estreitas.
 
A tradução é da
Profa. Marina Gold,
Cujo Curriculum expresso  nesta revista,
Nos deixa a agradável sensação,
 
De ter uma convivência mais próxima
Com  ela,
 
Que com certeza
Só seria mais rica,
Dada a sua cultura expressa.
 
“Caminante, no hay camino
Se hace camino al andar,

Al andar se hace camino y
Al volver la vísta atras,
Se ve la senda donde nunca se ha
De volver a pisar.

Caminante no hay camino
Sino estrellas en la mar.”

“Caminhante, não há caminho
Se faz caminho ao andar
Ao andar se faz caminho e,

Ao voltar a vista atrás,
Se vê a trilha onde nunca,
Nunca mais se vai pisar.

Caminhante, não há caminho
Senão estrelas no mar”.
 
 
Que Dom é este que recebemos
De presente,
E não a possuímos ?
 
Que presente
É este que temos de perceber,
Aprender
E buscar através de projetos,
 
Resultados positivos para  validá-lo
E vemos multidões sem arrimos ?
 
O Dom,  ou Presente
É o jogo que podíamos até chama-lo
De uma  Olimpíada do Amor,
Num modo 4x4,
 
Onde, o mais veloz em seus recursos
Cruza  a linha de chegada
Com o brilhante bastão histórico
 
De sua personalidade,
A custo de muito labor.
 
Você já tem a pista ?
 
Sim!
Não  há caminho!
 
O CAMINHO SE FAZ AO CAMINHAR.
É ESTE CAMINHAR DESPERCEBIDO,
 
Resultado de,
Uma  visão destorcida   
Do desconhecido,
 
Motivada
Pela restrição do conhecimento
Das regras expressas do jogo
 
Tem levado os competidores 
Em seu todo,
A   resultados    negativos,
  
Em seus “scores”
Por alguma temporada, 
 
Por tê-lo relegado
A classificação de
Um Joguinho
 
Sem perceber que,
No seu passo fazia uma estrada. 
 
Eu a retratei   como o nome
Do presente Poema
Para criar uma curiosidade,
 
E uma Diferença de Potencial Indefinido,
Fator fundamental
Se bem observado,
 
Para vencer todas as fases possíveis
Deste maravilhoso
Jogo Com lealdade,
 
E referência
Do Bem Simulado.
 
Não ! 
Ele não tem nada de “Joguinho”,
Mas diante de atitudes mentais,
 
Tão pequenas
E tão freqüentes
Em nosso relacionamentozinho, 
 
Que no dia-a-dia percebemos 
A esmagadora maioria,
 
Caminhantes
Estão se movimentando
Em direção a um enorme lugar nenhum,
 
Parecendo mesmo que
Estão num jogo de cabras cegas,
 
Sem vendas obviamente,
Procurando um gato preto,
 
Num quarto escuro
Que não estava lá,
 
Como se fosse
Um lugar comum.
 
Sim,
Buscamos através
Das tecnologias de ponta,
 
Algo para movimentar
A nossa inteligência na conta,
Dos momentos de lazer.
 
Buscamos também,
Através das Faculdades,
Graduações em Ciências do Ser,
 
As quais nos dão
Os conhecimentos necessários,
Ideais
Para nos movimentarmos
 
No grande mercado
Das relações humanas
Com objetivos comerciais,
 
Sociais, intelectuais e espirituais,
Em sociedades apresentados.
 
Ah !
Estas fases do jogo
São tão infinitamente
Cheias de opções,
 
Que se faz necessário termos
Objetivos definidos.
 
Se faz necessário termos
Ainda determinação e desejos
Como força propulsora para sermos
 
Um bom competidor olímpico
Numa disputa de guerreiros
Decididos.
 
 Engraçado !
Desconhecemos qualquer teste
Para participar dele.
 
DE REPENTE NÓS
JÁ ESTAMOS NELE ENCANTADOS!.
 
E as regras ?
Ninguém  soube até hoje defini-las bem.
  
E de cara nos encontramos
Dante do maravilhoso
Quebra cabeça,
 
Que vai nos provar
O quanto somos mesmos inteligentes,
Capazes de estar,
 
Nele entrelaçados,
Como  gente.
 
São tão  interessantes    
Os movimentos,  
Que as situações,
 
A cada opção
Do caminhar oferecem,
 
Que chegam a nos deslumbrar
E a muitos desorientar,
 
Com seus sentimentos
Que fenecem.
 
AS ESTRELAS NO MAR
QUE ESTÃO A NOS GUIAR
 
Com o que sempre brilha.
Sim! Nunca mais voltamos
A pisar naquelas trilhas,
 
Que deixamos  gravadas
Na historia do tempo..
 
Ah!
Como elas parecem mães,
Num posto de vigilância constante
A carregar as nossas pilhas
Para voltarmos às velas no contemplo.
 
MAS QUE MAR É ESTE, NESTE JOGO ?
 
Eu próprio conheço;
O Mar da Esperança Arrojada,
O Mar dá Fé Exuberante,
 
E do cérebro desassombrado
Que estão  sempre a me desafiar.
 
Sei que no espaço cruzado
Deste fogo,
 
Há também,
 
- Um mar de pobreza,
- De dificuldades, 
- De perseguição 
- E de contradição
 
Que parecem nos levar
A todos num remanso,
 
Mas, que só chegam primeiro
Aqueles que se harmonizam,
 
Com este jogo
E o seu balanço.
 
Estas fases são tão intrincadas
Que muitas vezes
As peças não são encaixadas,
 
Porque a Paciência
Nestes momentos nos falta 
E as restrições não são explicadas.
 
Que jogo é este ?
Você também tem um ?
 
Interessante é que podemos
Até jogar no jogo do outro,
Mais  interessante ainda, porem, 
Qualquer seja de cada um
 
A qualidade da responsabilidade,
É proibido terminantemente
 
Interferir no jogo do outro
Em sua  liberdade.
 
Descobriu ?
Não podemos igualmente 
Toma-lo emprestado,
 
Mais podemos doa-lo,
Por dedicação e amor,
 
Cujas  fases
Principalmente complicadas,
São  recheadas
De espasmos de dor.
 
Se há algum vitorioso 
Nesta fase,
Ninguém viu.
 
Pois todos os competidores
Estão sempre ocupados,
 
Com algum resultado
Que bem não saiu.
 
São tantos técnicos
Para diferentes grupos,
 
Pais, mães, mulheres,
Maridos e abruptos,
 
Que os resultados
Saem raramente como se previu.
 
Ah!
Este jogo !
Está tão duro,
Acirrado.
 
Mas, dele não vou desistir ! 

E você ?
Não sabe ? 
Está desanimado ?
Quer voltar a competir,
combater  ?
 
VAMOS SONHAR,
AGIR E TORCER  !
 
Que as tormentas destas fases
Tornem-nos num bem sofrer,
 
Por que nele só tem isso,
Para descobrirmos
O nosso jeito de ser.
 
VAMOS SONHAR,
AGIR COM O AMOR E TORCER !
 
Porque há tanto o que fazer,
Nesta lida
 
Que as vezes nos perdemos
No nosso jeito de ser e ter,
 
Sem saber que este ,
 
JOGUINHO DE INTELIGÊNCIA,
É DE CADA UM,
A PRÓPRIA VIDA
 
Evilasio de Sousa
SAL: 2001
Do Livro Vamos Sonhar e Torcer


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